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Encontro 6: Breve história das redes

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No sexto encontro, retomando algumas ideias, traçamos uma breve história das redes socias.

Partindo da ideia de que a comunicação é a chave de toda atividade humana, de toda organização social, de todas as sociedades humanas, problematizamos a “Sociedade em Rede”.

Se por rede entendemos uma estrutura social composta por pessoas ou organizações, conectadas por um ou vários tipos de relações, que partilham valores, identidades, objetivos comuns…

…então todas as sociedades são redes!

Concluímos que o que há de novo, o que está transformando as sociedades, é a forma de rede da sociedade, e portanto a forma como o poder se distribui.

Estabelecemos relações entre a forma como a informação se distribui nas sociedades, a forma como o poder se distribui e a forma das redes de comunicação das sociedades:

  • Redes Centralizadas
  • Redes Descentralizadas
  • Redes Distribuídas

Seguindo as pegadas de David de Ugarte, fizemos um histórico das redes sociais, percurso que nos levou da passagem das redes centralizadas às redes descentralizadas, desde as monarquias absolutas, passando pela revolução francesa, pelo nascimento dos jornais e dos partidos políticos, pela revolução nas comunicações promovidas pelo telégrafo, até chegarmos nos dias de hoje…

A passagem das redes centralizadas ao telégrafo (rede descentralizada) supôs o fim do poder de filtro de um único agente sobre as informações que circulam nas sociedades…

Agora vivemos uma nova mudança:
Um século depois do êxito final do telégrafo, o mundo começa a viver uma revolução equivalente:
Saindo das redes descentralizadas, filhas do telégrafo, estamos experimentando os impactos da primeira grande rede de comunicações distribuída da história da humanidade: A internet!

Mas o que isso significa??

… que estamos deixando de viver sobre o poder de filtro de uns poucos…
… sobre as identidades predefinidas por uns poucos…

No limite… pode significar o fim de todo poder de filtro,
…o fim do monopólio sobre a representação da realidade…

Nascem a blogsfera e as redes massivas de mobilização por celulares.
Ditaduras, democracias, todas sentem o impacto por igual…

As velhas identidades como a nação e suas velhas fronteiras,
as velhas instituições do mundo descentralizado
(como a ideia de propriedade Intelectual) entram em crise.

Estamos entrando em um mundo de redes distribuídas…

Mas afinal…

Como nós, pessoas comuns, podemos utilizar essas redes distribuídas, para ampliar nosso poder, ampliando nosso poder de comunicação?

Não sabemos, mas daqui podemos tirar algumas pistas…

  • ampliaremos nosso poder ampliando nosso poder de comunicação
  • usando o poder de comunicação (ampliado) para ampliar nosso poder de articulação
  • usando nosso poder de articulação para ampliar nosso poder…

(numa espécie de espiral)

…devemos, por fim, retomar as já velhas estratégias de ativismo, mas agora multiplicadas, potencializadas pela lógica das redes distribuídas…

Se nas redes centralizadas e descentralizadas, poucos são os emissores…
Nas redes distribuídas perde o sentido a distinção entre emissores e receptores…
Todos são emissores, todos são receptores…

Agora…
O difícil
…não é falar…
…é ser ouvido!

Encontro 6 – Apresentação em PDF

Encontro 5: Ativismo nas (e das) redes

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No quinto encontro abordamos (em discussões coletivas) algumas questões:

O que é ativismo?
O ativismo foi tratado como uma estratégia que persegue alguma transformação efetiva da realidade, mediante a difusão de mensagens, buscando a sua propagação através do “boca a boca”.

O que é ciberativismo?
O ciberativismo foi tratado como o ativismo mediado e multiplicado pelos meios de comunicação e publicação eletrônica pessoal.

Mas como fazer isso?
Se quereremos propor alguma ação coletiva, nossa causa precisa da adesão de outras pessoas.
Mas para que consigamos essa adesão, algumas questões importantes…

O que temos que conseguir dizer?
…que individualmente, temos pouca força, mas que, por sermos muitos, ao nos unirmos, ao nos somarmos, somos fortes.

Então, o que fazer?
Nos articularmos enquanto “muitos”, para que consigamos nos somar.
Só assim, nosso ativismo, potencializado, poderá ajudar a transformar a realidade.
Temos que conseguir que cada um , que todos se tornem multiplicadores.
Temos que nos tornar sujeitos das mudanças que queremos ver no mundo.

O que é fundamental esclarecer?
Para qualquer ativismo (inclusive o ciber) é fundamental ter clareza:

  • Quem somos?
  • Qual a nossa causa?
  • Por que temos que nos mobilizar?
  • O que temos que exigir como resposta?
  • A quem temos que fazê-lo?

Encontro 5 – Apresentação em PDF

Encontro 3: Práticas em sala de aula

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No terceiro encontro fizemos um debate sobre a relação entre Economia Solidária e Comunicação em Rede.
Discutimos ainda como levar essas questões para a sala de aula.

Os participantes formaram grupos e responderam às seguintes perguntas:

  • Como os recursos de comunicação digital (blogs, redes sociais, etc…) podem potencializar causas como a economia solidária?
  • Como esses recursos de comunicação digital podem ajudar nas atividades em sala de aula?

Cada grupo criou um blog e publicou reflexões sobre as questões propostas.

Os grupos então compartilharam suas reflexões bem como o endereço dos blogs que foram criados.